De corpo presente,
Te espero presente:
Salvação da ausência fébril
Que faz o fígado chutar os comparsas.
Curo minhas surpresas
De ausências premiadas
Com sede abstêmia,
Que é como consigo viver.
Já, now, eu e você
Somos como vinho no gargalo,
Como cigarro sem filtro
Como qualquer uma
Pra me esquecer
Tua ausência estupefata.
E esqueci.
E viro poesia,
Porra de poesia,
Que é luta livre
De ausência flamejante.
De corpo presente,
Não te espero presente,
Nem amores em caixas,
Nem encaixes perfeitos.
Um comentário:
Nunca mais brinca dizendo que ta escrevendo diferente de ótimo, pois seu ponto de vista é sempre intr'obra e sua percepção é ofuscada pela simplicidade do genio. Parabéns. Maravilhoso.
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