quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Febril!

De corpo presente,

Te espero presente:

Salvação da ausência fébril

Que faz o fígado chutar os comparsas.


Curo minhas surpresas

De ausências premiadas

Com sede abstêmia,

Que é como consigo viver.


Já, now, eu e você

Somos como vinho no gargalo,

Como cigarro sem filtro

Como qualquer uma

Pra me esquecer

Tua ausência estupefata.


E esqueci.


E viro poesia,

Porra de poesia,

Que é luta livre

De ausência flamejante.


De corpo presente,

Não te espero presente,

Nem amores em caixas,

Nem encaixes perfeitos.

Um comentário:

Gráfica Lidermix disse...

Nunca mais brinca dizendo que ta escrevendo diferente de ótimo, pois seu ponto de vista é sempre intr'obra e sua percepção é ofuscada pela simplicidade do genio. Parabéns. Maravilhoso.