terça-feira, 21 de agosto de 2007

Desconcêntricos!

Fomos cosmogonias,
Encontro de um astro vagante,
Extravagante
No louvor do céu,
Encontrou tuas manias.

Foi planeta que tornaste.
Eu, tua lua,
Tu aos luares, em flor nua,
Suados, Surdos aos sons dos ares.

Fomos aurora boreal,
Ou austral,
Do magnetismo que nos atraiu,
Os pólos derreteram,
De magnitude, calor, descomunal

A gravidade que nós uniu,
É, agora, gravidade nos desuniu.
Órbitas desconcêntricas, Kepler não viu,
em segundos milenares, TUDO ECLODIU.

Quero ver(ter)-te, Agora,
Anos-luz distante dos meus nojos em tons anil.
Que nossa Via Láctea
Já é leite derramado,
No vórtex que nos engoliu.

Salta aos olhos tuas lamúrias biônicas,
Que nem velhas, nem super-novas
Nem explodem em mim, nem em ti,
São bombas atônitas

Somos qualquer coisa,
como um resto do Halley
que fica só na lembrança, intangível,
só aos devaneios da imaginação.
Somos coisa nenhuma.

Perseguirei, ainda, os sonhos que abandonaste.
Pois, quero que alguém encontres
Em minha estrela de cadência.
Ou em Deimos,
Se tiver impulso
Como tinha
Na adolescência.

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